terça-feira, 3 de novembro de 2009

Pretendendo ser Pro(fissional)



Eu estou me formando em dive master e, aos poucos, estou incorporando o significado deste fato. Como todos os caminhos que escolhemos na vida, várias são as razões que ditam os nossos rumos, umas mais fortes e determinantes, outras que apenas preenchem os espaços da decisão. O mesmo acontece quando um mergulhador recreativo decide seguir a carreira profissional: o amor ao mundo subaquático, a vontade de se aperfeiçoar, dinheiro, vaidade, são algumas das razões que nos conduzem. A mim, preponderou a atração por desafios e a vontade de superar as minhas dificuldades, preenchida, a minha decisão, por outras razões menores, mas importantes.
As primeiras aulas, assim como em todos os outros cursos do mergulho que fiz, foram aulas. Nada muito diferente, pois estava, mais uma vez, assistindo na posição de aluno: ele, o professor, fala, eu escuto.
No primeiro final de semana de treinamento, entretanto, foi diferente. Mágico. Me senti saindo da posição de aluno, observando, fiscalizando, falando! Dizendo como proceder...
Acompanhando o meu instrutor, Ricardo Chango, em duas das suas turmas de curso básico, na retomada do meu treinamento do curso de dive master, fiquei encantada. A necessidade de minha participação ativa na orientação do grupo durante o treinamento de águas confinadas, como parte da minha avaliação, e assistir o(ao) primeiro mergulho de vários alunos diferentes me fez voltar no tempo e ver o quanto cresci.
Os meus primeiros mergulhos, foram típicos de quem morria de medo de mar, que para mim era um total desconhecido, enigmático, mas altamente atraente.
Naquele final de semana, naquela piscina de metro e meio, eu me revi nos alunos. A cada medo superado, a cada erro consertado, a cada etapa vencida, e perceber, naqueles novos mergulhadores, o sentimento de serem capazes de mergulhar e executar aqueles exercícios que demonstrados pelo instrutor pareciam coisas de astronauta, só me trouxe boas recordações e uma vontade enorme de ser uma boa e competente profissional do mergulho. Foi emocionante perceber a transformação dos meninos, de como eram na sala de aula para o que fizeram na piscina. Simplesmente demais!
Aos novos mergulhadores, onde quer que eles estejam e se iniciem, minha admiração pela vontade de fazer parte do mundo sub.

domingo, 1 de novembro de 2009

Viagem a Guarapari - Os mergulhos








Continuando a Viagem a Guarapari, fomos à operadora para conhecer a galera. De cara, gostamos muito do instrutor que nos atendeu na Atlantes, super profissional, nos mostrou qual o esquema deles, falou dos pontos de mergulho, de como eram as saídas, valores, e mais: nos fez ter vontade de conhecer a Cidade por terra também. Ele nos passou vários panfletos de restaurantes, aquários, praias, mapinhas da cidade, que ficamos com a certeza de diversão, em terra ou na água.



Havia saída marcada para o dia seguinte, nós estávamos nela e, como imaginado, foi tudo divino. O primeiro mergulho foi no Victory e me proporcionou, inclusive, uma das maiores surpresas que já tive em minha vida de mergulhadora: o encontro com Victorino, um mero de, aproximadamente, 1,80m com mais de 150Kg. Um espetáculo de tirar o fôlego. Ainda bem que estávamos armados com máquina fotográfica e câmera, pois era um momento especialíssimo e precisava ser registrado, como foi. Dá uma olhadinha no vídeo, que nem editei, pois para mim era perfeito e mostrava todo o meu susto... hahahahahaha...

O Victory é um naufrágio que se transformou em recife artificial graças à cooperação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente com a Fundação Clean Up Day, segundo informação do site Naufrágios do Brasil (http://www.naufragiosdobrasil.com.br/naufvictory8b.htm). É um naufrágio divino e vale cada centavo pago no mergulho para conhecê-lo. Tem diversão para todos os níveis de certificação, permitindo, inclusive, penetração. Tem em volta uma vida marinha abundante e, até certo ponto, preservada (ao menos era, quando estivemos lá). No primeiro dia, restringimos nosso mergulho à popa e ao casario, mas da segunda vez que mergulhamos lá, dois dias depois, fomos, eu e meu dupla, até a proa, só nós dois. Não é muito comum, pois o navio está no fundo, em posição de navegação, há mais de trinta metros. E então, como nos foi informado, a profundidade, a existência de correnteza e os grupos numerosos não são incentivos à visita à proa. Mas nós fomos e, óbvio, fizemos mais fotos para comprovar.
O outro naufrágio comumente visitado em Guarapari é o Beluccia. Esse foi um naufrágio "verdadeiro", pois decorreu do choque do navio contra a ilha rasa, estando parte dele mais próximo à ilha, a proa, e a outra parte, a popa, cem metro adiante em direção ao mar aberto. Tem muitas partes identificáveis e vida marinha farta. Adorável. Havia até uma garoupa, que se apaixonou pelo meu dupla...



Os costados das ilhas, apesar de serem mergulhos básicos, também são muito interessantes, com muita vida e, o que mais importa, bem preservada e um pouco distinta daqui de Salvador. Um verdadeiro festival de polvos, anêmonas e, entre outros, peixes trombetas.








O único porém que trouxe em relação a Guarapari é que, pelo site da Atlantes, ficamos por dentro das diversas "descobertas" de naufrágios e pontos novos, e viajamos com a ilusão de que poderíamos fazer altos mergulhos, com muita aventuras mas, na prática, para os clientes comuns como eu, é operação "feijão com arroz". Não espere conhecer o Índia ou algum outro ponto diferente desses aí, porque, em geral, é isso mesmo: Victory, Beluccia (proa e popa), ilha rasa e escalvada. Quatro dias, no máximo cinco, e você terá uma boa temporada de mergulho em Guarapari, com direito a conhecer os outros atrativos do local. E boa viagem!

sábado, 17 de outubro de 2009

Reunião ministerial subaquática!



A-D-O-R-E-I!!! Primeira reunião ministerial subaquática de que tive notícia (http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo-bbc.aspx?cp-documentid=22306868). Simplesmente fantástico, provando que Ricardo não é o único que adora falar enquanto mergulha! Rs... Só fiquei na dúvida o que eles quiseram dizer ao afirmar que o presidente Nasheed é um "mergulhador qualificado"... Também, não é qualquer um que faz coletiva embaixo d'água!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Acabei de ver, em um e-mail, que uma amiga que tem operadora de mergulho aqui em Salvador está organizando no carnaval do próximo ano uma viagem para Guarapari/ES. Ô lugar lindo, sô! Tudo de bom. No mais estrito sentido da expressão. Quando decidimos ir a Guarapari, a escolha do local da viagem foi muito difícil. Eu e o "Hélios" da minha vida estávamos muito afim de viajar, mas as milhas do cartão não eram muitas. Aproveitamos, então, uma promoção da Gol e escolhemos ir para Vitória, pois as pouquíssimas milhas que existiam davam para os dois. Assim, em março de 2009, desembarcamos em Vitória, no menor aeroporto que eu já vi. Mas, acalmem-se. À época, já havia sido iniciada uma reforma do aeroporto, que uma Capixaba denominou de "vergonha do Espírito Santo". Após o desembarque, seguimos à dura tarefa de decidir como chegar a Guarapari que, segundo o mapinha que tinha consultado, distava 50Km de Vitória, que podiam ser vencidos de táxi, com uma tarifa obscena de R$ 170,00 (cento e setenta reais), ou de ônibus, que só conseguiríamos pegar em uma das rodoviárias da cidade. Óbvio, escolhemos o ônibus, para nos misturar e conhecer o pessoal local. No caminho para Guarapari, paisagens lindas não nos fizeram esquecer nem um pouco que estávamos em um ônibus, que parava de cem em cem metros, com todos os nossos equipamentos de mergulho na mala e que, pela demora para chegar, poderia ser assaltado a qualquer momento. Tive, ainda, que ouvir os comentários do meu assustado parceiro, de que eu estava vestida como uma turistona bandeirosa, o que devo concordar, mas jamais imaginei que o ônibus que vai de Vitória a Guarapari fosse quase um ônibus urbano e que eu fosse chamar tanto a atenção com a minha bolsinha de viagem... vermelha. É... hihihihihi... Por telefone, o atendente do Hotel do Irmão (que só lá em Guarapari/ES descobri que não era "Hotel Dois Irmãos") já tinha explicado perfeitamente onde descer e o que fazer para chegar lá e foi mais fácil do que imaginávamos. O ônibus parou a cinqüenta metros do hotel, o que foi mais que providencial para evitar novo estresse no deslocamento da minha montanha de malas. Massa! Chegamos e fomos, imediatamente, para a Atlantes, pois queríamos garantir nossos vagas, caso houvesse saída no dia seguinte. E assim foi. Mas, como foram os mergulhos e o tour por Guara, fica pra próxima...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Onde estavam os tubarões?











Acho que todo mundo já leu a notícia de que uma apresentadora de TV sofreu um acidente mergulhando com tubarões no Caribe. A maioria dos textos que li pela internet tinham o mesmo teor desse aqui: http://www.tudoagora.com.br/noticia/22088/Ana-Hickmann-sofre-acidente-com-tubaroes-no-Caribe.html. Juro que fiquei procurando o tubarão no acidente e não consegui encontrar. Eu estou achando essa história toda muito estranha e deu uma vontade enorme de mandar uma mensagem para ela contar a sua versão. Acho que ela não iria se importar, pois, se estava mergulhando aos 30 metros, com tubarão, e equipamento que ajudava a submergir (será que, na verdade, ela usava um scooter?), deve ser mergulhadora avançada, com muitos mergulhos e, claro, uma oceânide! Então, preciso confirmar a história, já que os dados devem conter alguns equívocos. Como a garota, que deve pesar menos que eu (69Kg e uso 6Kg de lastro com roupa de 5mm), estava usando 15Kg de lastro? Usava roupa seca no Caribe? (:-o) Não, gente, não estou com inveja só porque ela estava mergulhando em um lugar divino e eu estou aqui, "de molho no seco"... Juro que não. Também não duvido que houvesse tubarões no mesmo oceano... Com certeza que existiam! Com a visibilidade, comum às águas do Caribe, de aproximadamente 30m de visibilidade, com alguma atenção, já dá para ver o bichinho... Só estou refletindo sobre a notícia, pois quando li, a impressão que tive foi que um tubarão, tentando tirar uma lasquinha, partiu para cima da apresentadora... :-)