sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Clube Olímpico de Natação! Salvando a pátria…

DSC01841Como dito, estou terminando o meu divemaster, mas, como o céu não é perto, fico com o azul da piscina… nadando para tirar o atraso, já que as provas são mais duras do que se imagina. O Clube Olímpido de Natação, para quem não conhece, está localizado ao lado do estádio da Fonte Nova e tem duas piscinas divinas, muita gente que gosta de nadar e muitos talentos promissores. As minhas espectativas não são altas: pretendo melhorar meu condicionamento físico e conseguir nadas 400 metros em 10 minutos e, depois, 23 metros em apnéia. Fácil, né? Comparando com a conversa que ouvi lá, no vestiário, fiquei com vergonha. Uma garotinha, que devia ter uns 12 anos, disse que faz cinqüenta metros em velozes 32 segundos. E ela ainda afirmou que não DSC01846era das melhores… Tive vontade de ser tragada pelo ralo. Mas, braçada após braçada, vou seguindo firme para a outra borda da piscina. Até mais…

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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Pretendendo ser Pro(fissional)



Eu estou me formando em dive master e, aos poucos, estou incorporando o significado deste fato. Como todos os caminhos que escolhemos na vida, várias são as razões que ditam os nossos rumos, umas mais fortes e determinantes, outras que apenas preenchem os espaços da decisão. O mesmo acontece quando um mergulhador recreativo decide seguir a carreira profissional: o amor ao mundo subaquático, a vontade de se aperfeiçoar, dinheiro, vaidade, são algumas das razões que nos conduzem. A mim, preponderou a atração por desafios e a vontade de superar as minhas dificuldades, preenchida, a minha decisão, por outras razões menores, mas importantes.
As primeiras aulas, assim como em todos os outros cursos do mergulho que fiz, foram aulas. Nada muito diferente, pois estava, mais uma vez, assistindo na posição de aluno: ele, o professor, fala, eu escuto.
No primeiro final de semana de treinamento, entretanto, foi diferente. Mágico. Me senti saindo da posição de aluno, observando, fiscalizando, falando! Dizendo como proceder...
Acompanhando o meu instrutor, Ricardo Chango, em duas das suas turmas de curso básico, na retomada do meu treinamento do curso de dive master, fiquei encantada. A necessidade de minha participação ativa na orientação do grupo durante o treinamento de águas confinadas, como parte da minha avaliação, e assistir o(ao) primeiro mergulho de vários alunos diferentes me fez voltar no tempo e ver o quanto cresci.
Os meus primeiros mergulhos, foram típicos de quem morria de medo de mar, que para mim era um total desconhecido, enigmático, mas altamente atraente.
Naquele final de semana, naquela piscina de metro e meio, eu me revi nos alunos. A cada medo superado, a cada erro consertado, a cada etapa vencida, e perceber, naqueles novos mergulhadores, o sentimento de serem capazes de mergulhar e executar aqueles exercícios que demonstrados pelo instrutor pareciam coisas de astronauta, só me trouxe boas recordações e uma vontade enorme de ser uma boa e competente profissional do mergulho. Foi emocionante perceber a transformação dos meninos, de como eram na sala de aula para o que fizeram na piscina. Simplesmente demais!
Aos novos mergulhadores, onde quer que eles estejam e se iniciem, minha admiração pela vontade de fazer parte do mundo sub.

domingo, 1 de novembro de 2009

Viagem a Guarapari - Os mergulhos








Continuando a Viagem a Guarapari, fomos à operadora para conhecer a galera. De cara, gostamos muito do instrutor que nos atendeu na Atlantes, super profissional, nos mostrou qual o esquema deles, falou dos pontos de mergulho, de como eram as saídas, valores, e mais: nos fez ter vontade de conhecer a Cidade por terra também. Ele nos passou vários panfletos de restaurantes, aquários, praias, mapinhas da cidade, que ficamos com a certeza de diversão, em terra ou na água.



Havia saída marcada para o dia seguinte, nós estávamos nela e, como imaginado, foi tudo divino. O primeiro mergulho foi no Victory e me proporcionou, inclusive, uma das maiores surpresas que já tive em minha vida de mergulhadora: o encontro com Victorino, um mero de, aproximadamente, 1,80m com mais de 150Kg. Um espetáculo de tirar o fôlego. Ainda bem que estávamos armados com máquina fotográfica e câmera, pois era um momento especialíssimo e precisava ser registrado, como foi. Dá uma olhadinha no vídeo, que nem editei, pois para mim era perfeito e mostrava todo o meu susto... hahahahahaha...

O Victory é um naufrágio que se transformou em recife artificial graças à cooperação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente com a Fundação Clean Up Day, segundo informação do site Naufrágios do Brasil (http://www.naufragiosdobrasil.com.br/naufvictory8b.htm). É um naufrágio divino e vale cada centavo pago no mergulho para conhecê-lo. Tem diversão para todos os níveis de certificação, permitindo, inclusive, penetração. Tem em volta uma vida marinha abundante e, até certo ponto, preservada (ao menos era, quando estivemos lá). No primeiro dia, restringimos nosso mergulho à popa e ao casario, mas da segunda vez que mergulhamos lá, dois dias depois, fomos, eu e meu dupla, até a proa, só nós dois. Não é muito comum, pois o navio está no fundo, em posição de navegação, há mais de trinta metros. E então, como nos foi informado, a profundidade, a existência de correnteza e os grupos numerosos não são incentivos à visita à proa. Mas nós fomos e, óbvio, fizemos mais fotos para comprovar.
O outro naufrágio comumente visitado em Guarapari é o Beluccia. Esse foi um naufrágio "verdadeiro", pois decorreu do choque do navio contra a ilha rasa, estando parte dele mais próximo à ilha, a proa, e a outra parte, a popa, cem metro adiante em direção ao mar aberto. Tem muitas partes identificáveis e vida marinha farta. Adorável. Havia até uma garoupa, que se apaixonou pelo meu dupla...



Os costados das ilhas, apesar de serem mergulhos básicos, também são muito interessantes, com muita vida e, o que mais importa, bem preservada e um pouco distinta daqui de Salvador. Um verdadeiro festival de polvos, anêmonas e, entre outros, peixes trombetas.








O único porém que trouxe em relação a Guarapari é que, pelo site da Atlantes, ficamos por dentro das diversas "descobertas" de naufrágios e pontos novos, e viajamos com a ilusão de que poderíamos fazer altos mergulhos, com muita aventuras mas, na prática, para os clientes comuns como eu, é operação "feijão com arroz". Não espere conhecer o Índia ou algum outro ponto diferente desses aí, porque, em geral, é isso mesmo: Victory, Beluccia (proa e popa), ilha rasa e escalvada. Quatro dias, no máximo cinco, e você terá uma boa temporada de mergulho em Guarapari, com direito a conhecer os outros atrativos do local. E boa viagem!