
Continuando a Viagem a Guarapari, fomos à operadora para conhecer a galera. De cara, gostamos muito do instrutor que nos atendeu na Atlantes, super profissional, nos mostrou qual o esquema deles, falou dos pontos de mergulho, de como eram as saídas, valores, e mais: nos fez ter vontade de conhecer a Cidade por terra também. Ele nos passou vários panfletos de restaurantes, aquários, praias, mapinhas da cidade, que ficamos com a certeza de diversão, em terra ou na água.
Havia saída marcada para o dia seguinte, nós estávamos nela e, como imaginado, foi tudo divino. O primeiro mergulho foi no Victory e me proporcionou, inclusive, uma das maiores surpresas que já tive em minha vida de mergulhadora: o encontro com Victorino, um mero de, aproximadamente, 1,80m com mais de 150Kg. Um espetáculo de tirar o fôlego. Ainda bem que estávamos armados com máquina fotográfica e câmera, pois era um momento especialíssimo e precisava ser registrado, como foi. Dá uma olhadinha no vídeo, que nem editei, pois para mim era perfeito e mostrava todo o meu susto... hahahahahaha...
O Victory é um naufrágio que se transformou em recife artificial graças à cooperação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente com a Fundação Clean Up Day, segundo informação do site Naufrágios do Brasil (
http://www.naufragiosdobrasil.com.br/naufvictory8b.htm). É um naufrágio divino e vale cada centavo pago no mergulho para conhecê-lo. Tem diversão para todos os níveis de

certificação, permitindo, inclusive, penetração. Tem em volta uma vida marinha abundante e, até certo ponto, preservada (ao menos era, quando estivemos lá). No primeiro dia, restringimos nosso mergulho à popa e ao casario, mas da segunda vez que mergulhamos lá

, dois dias depois, fomos, eu e meu dupla, até a proa, só nós dois. Não é muito comum, pois o navio está no fundo, em posição de navegação, há mais de trinta metros. E então, como nos foi informado, a profundidade, a existência de correnteza e os grupos numerosos não são incentivos à visita à proa. Mas nós fomos e, óbvio, fizemos mais fotos para comprovar.
O outro naufrágio comumente visitado em Guarapari é o Beluccia. Esse foi um naufrágio "verdadeiro", pois decorreu do choque do navio contra a ilha rasa, estando parte dele mais próximo à ilha, a proa, e a outra parte, a popa, cem metro adiante em direção ao mar aberto. Tem muitas partes identificáveis e vida marinha farta. Adorável. Havia até uma garoupa, que se apaixonou pelo meu dupla...
Os costados das ilhas, apesar de serem mergulhos básicos, também são muito interessantes, com muita vida e, o que mais importa, bem preservada e um pouco distinta daqui de Salvador. Um verdadeiro festival de polvos, anêmonas e, entre outros, peixes trombetas.

O único porém que trouxe em relação a Guarapari é que, pelo site da Atlantes, ficamos por dentro das diversas "descobertas" de naufrágios e pontos novos, e viajamos com a ilusão de que poderíamos fazer altos mergulhos, com muita aventuras mas, na prática, para os clientes comuns como eu, é operação "feijão com arroz". Não espere conhecer o Índia ou algum outro ponto diferente desses aí, porque, em geral, é isso mesmo: Victory, Beluccia (proa e popa), ilha rasa e escalvada. Quatro dias, no máximo cinco, e você terá uma boa temporada de mergulho em Guarapari, com direito a conhecer os outros atrativos do local. E boa viagem!